“Temos a arte para não morrer
da verdade”
Friedrich Nietzsche
Não sei por que razão coleciono
estragos, abismos, desvios
Tenho uma inata propensão ao
silêncio
Quando me olham eu enrubesço
Mas na maioria das vezes sou
invisível
Nunca me atraso, nunca me
esqueço
Estou sempre atento, cordial,
solícito
Com um interesse imediato aos
afetos
Cultivo a arte de não morrer de
tédio
De disfarçar a verdade com o
sorriso
De oferecer possibilidade ao
encontro
Afora isso não há nada de
precioso,
De virtudes graves, apenas
melancolia
Uma terrível e imensa
melancolia