domingo, 23 de dezembro de 2012

1001 + 36 - Ária de consolação para gravetos ao luzir do sol


ao poeta Ledo Ivo (1924-2012)

do pássaro absolutamente plano
espio pairar as asas pelo campo
no sol que arde a pele: quisera
eu não ser tédio e sim a pluma
e levitar incenso e ária em nume
com olhos infestados de espanto
o pássaro é absolutamente canto

3 comentários:

Luiza Maciel Nogueira disse...

belíssimo Assis
que Ledo descanse em paz

beijo

Primeira Pessoa disse...

e a vida vai perdendo a sua graça. já notou?
passei o ano inteiro contando os meus mortos.

ledo ivo virou dente-de-leão.

abração, broda.
r.

Álly Ferreira disse...

Tua poesia me é mística...

faz-me lembrar Teresa de Ávila, João da Cruz... curiosamente...