segunda-feira, 2 de dezembro de 2013

1001 + 80 - Poeminha para fina caligrafia

Tudo se torna canção
Uma pedra
Uma nuvem
A solidão

Dois olhos
Um silêncio
Um hiato
Ou um afago

Tudo se torna canção
Mesmo que a
Palavra cansada
Diga não

Duas ruas
Um perímetro
Ou aquilo que
Não se acentua

Tudo se torna canção
Um mínimo
Um acontecimento
A lua e o cão

Duas pontes
Uma travessia
Um vão
Talvez sim ou não


8 comentários:

Adriana Godoy disse...

tudo se torna poesia nos versos de um poeta! beijo

Ingrid disse...

pleno..
sempre..
beijos.

marlene edir severino disse...

Teus olhos, diapasão

Beijão, poeta!

Ana Cecilia Romeu disse...

Assis,
tudo se torna canção, mas apenas para aqueles que leem a sinfonia como líquido que escorre pelas veias até ao coração.

Beijos!

jorge pimenta disse...

a poetização de pequenos nadas: a inevitabilidade da palavra, a intangibilidade do sentir.

abraço!

Primeira Pessoa disse...

juro,zé de assis,
que pensei que tinha comentado este poema de nuvem que pesa como uma pedra (posta em cima).

beijão,

r.

Malu Silva disse...

Venho deixar meus votos de BOAS FESTAS.
Que neste ano que está para chegar possamos continuar partilhando experiências, VIDA e muita amizade!!!
Abraços

Susana Custódio disse...

Que coincidência
Há anos escrevi um soneto que tem o nome ! Ml e um poemas "
Votos de bom fim de semana
Susana Custódio