quarta-feira, 22 de janeiro de 2014

1001 + 81 - Sonata de areia para vento bravio

Eu nunca soube do amor
Nem mesmo quando
Nos amávamos
Eu nada sabia
E na minha ignorância
De te amar
Eu nunca soube do amor
Nem mesmo quando
Nos rendíamos
As saliências da pele
Eu nada sabia
E enquanto diviso o horizonte
E recolho no alforje
Uns girassóis assustados
O vento me sussurra
Que eu nunca soube do amor
Eu nunca soube do amor


6 comentários:

Tania regina Contreiras disse...


Só para confrontar, ontem falei de você, poeta. Eu disse: "Eu não sei falar de amor"...e argumentei e o citei. Porque falar de amor sem cair nos clichês, sem macular o amor...é difícil. Você faz isso reinventando sempre. Você pode não saber do amor, mas, sim, sabe do amor! rs

Beijos

Karine Tavares disse...

Parabéns pelo teu blog!
Vem conhecer o meu:

http://www.feitaparailetrados.blogspot.com.br/

teca disse...

Creio que você não sabe que sabe do amor...

Beijo.

Anônimo disse...

O amor é a coisa mais linda (até) quando se de(s) faz.��

Anônimo disse...

"Uns girassóis assustados" <3

cantonholi disse...

passei por aqui, aguardo sua visita: www.micropoetricidade.blogspot.com