terça-feira, 25 de setembro de 2012

1001 + 13 - Poema de residência para o tempo e o tédio


eu desconheço as verdades
morreram bem antes de mim
só sei do mínimo, do exíguo
das coisas que levitam longe
no folguedo das andanças

vivo da carpintaria do verso
do sopro da linhagem pária,
do verbo imerso em maestria
na ramificação do sem lógica
no ápice nascido do alvoroço

eu desconheço as verdades
comungo o florir do absurdo
pois me cavalgam urgências
uma incontrolável demência
a insaciável e trêmula pétala

8 comentários:

Lídia Borges disse...


Obra bela a deste "carpinteiro" que mente para dizer a verdade.

Um beijo

Tania regina Contreiras disse...

Trêmula e insaciável a pétala: imagem doce e linda.
Beijos,

Adriana Godoy disse...

Assis, é verdade que gostei! Beijo

Bípede Falante disse...

entre o peso e as delicadezas, a realidade e as ilusões, que nos reste a lucidez de viver as verdades.

beijoss

Pablo Rocha disse...

Pouca ou nenhuma verdade é conhecida... Talvez a poesia torne a verdade do poeta aceitável...

Parabéns!

Cecília Romeu disse...

Assis, moço-poeta!

Que interessam as verdades, se temos um mundo em pétalas para ser descortinado?
Bem-me-quer, mal-me-quer...

Beijos e ótimos dias!

Vais disse...

em cada estrofe um verso
'das coisas que levitam longe'
'vivo da carpintaria do verso'
'comungo o florir do absurdo'

beijo, Assis

Rodrigo Siqueira disse...

Muito bom! por favor visite o meu blog, é de poemas de minha autoria, aguardo seu comentário lá!
http://lugubrelobo.blogspot.com