terça-feira, 4 de setembro de 2012

1001 + 7 - Um poema para luzir o incenso da vastidão


Para me demorar em teus olhos
Deslizo luas sobre o azeviche
Alimento urgência de uma sede
Cultivo as raízes do incêndio

Invento as bandeiras do súbito
No lume impalpável do cristal
Desperto ilhas, perquiro aromas
Para me demorar em teus olhos

Acaricio o resíduo da nua retina
Para me demorar em teus olhos
Na doçura que cresce e se repete
O corpo em órbita que se esquece

p.s. “Sou o que é ninguém.
Um esquecimento, um eco, um nada”. 

9 comentários:

Tania regina Contreiras disse...

"Acaricio o resíduo da nua retina
Para me demorar em teus olhos..." Arrebatada, Assis, que tua poesia me arrebata.
Beijos,

Daniela Delias disse...

Suspiro.

bjo

...

Lau Milesi disse...

Acho a palavra azeviche linda, poeta Assis.Lembrei do Zeca Baleiro:Flor de Azeviche.Vim ver seu blog,não vou ficar só lendo o poeta no facebook não.
Um beijo pra você.Boa noite! :)


p.s.perquiro também é poética...

Lau Milesi disse...

Desculpe, esqueci de dizer.Seu poema é lindo. :) Boa noite.

Lídia Borges disse...


"Para me demorar em seus olhos"
Sou mais do que eu, sou um tudo... Nunca "um esquecimento, um eco, um nada".

Lídia

Vais disse...

um poema para luzir
sim
um poema para luzir

beijos

Bípede Falante disse...

De morar é muito bom, ainda mais se for nos olhos :)
Beijoss

Mirze Albuquerque disse...

UM TUDO!

Beijo

Mirze

LauraAlberto disse...

saber e não ser

[1000+7 e 1000+8 são avassaladores como só tu sabes escrever]

beijo