sexta-feira, 23 de novembro de 2012

1001 + 25 - Litania para inventar rios, rosas e orvalho




Estavas tão transparente em teu riso
Oblíquo fulgor em simetria
Com as sílabas plasmando os lábios
Em simples triunfo do sossego
Numa leveza de pássaro em canto
Que eu pensei no súbito da alegria
Na invasão do silêncio sob a água
No instigante afogamento da luz
Na urgência das coisas a respirar-te

6 comentários:

Adriana Godoy disse...

Assis, oxigenei-me de pura poesia!Beijo

Primeira Pessoa disse...

da arte do afogamento da luz.
silêncios.

Anônimo disse...

É essa coisa de respirar poesia que nos deixa sem fôlego de tanto prender a respiração e quando chegamos ao final do texto soltamos a respiraçãoe dizemos: Ufa! Que coisa linda! Como essa poesia tua que é simplesmente maravilhosa. Adoro ler-te. Beijos.
Tornei-me tua fã, de carteirinha...

Valdenir Cunha da Silva

Cecília Romeu disse...

Como o mar necessita da areia para ser praia, assim o poema, da respiração do poeta, aos poetas, a todos, para ser Poesia.
Beijos, moço-poeta!

Lara Amaral disse...

Tão bonito, poeta! =)

eurico portugal disse...

a respiração em urgência: quem respira quem e o quê? e os pulmões fazem-se adornos em assimetria.

abraço!