segunda-feira, 13 de maio de 2013

1001 + 67 - Ária de sagração para pedra, flor e água


Não guardo nenhuma intempérie
Nem mesmo raios que ora me habitam
Atravessam a silhueta deste ubíquo olhar
Nada me alcança em tormenta

Venho desde muito longe
Até o mar submergir as palavras
Como uma pedra desnuda
E uma flor sem mágoa

4 comentários:

Wanderley Elian Lima disse...

A mágoa só faz mal para quem a sente.
Abraço

Ingrid disse...

Li e reli..
"Flor sem magoa "...
Beijos poeta.

Eleonora Marino Duarte disse...

não vi que o 1001 tinha mais poemas!

as imagens, pedra desnuda e flor sem mágoa... lindíssimas!


beijo.

eurico portugal disse...

saber despir, soltar o lastro das roupas que pesam em frágil eclipse é sapiência, "flor sem mágoa", a tal que tantos buscam e não encontram.

abraço, assis!