sexta-feira, 17 de maio de 2013

1001 + 68 - Canção para véspera do branco e das mãos


No dia que cheguei de tantos caminhos
Teu corpo era um porto de alvíssaras
Nós que muito já nos havíamos
Tu me trazias o espelho de várias sílabas
Eu me tinha em avessos de estrelas
Nos nossos passos pousaram pássaros
E nos despimos na interrogação dos dias
Feito sonho cravado na pupila do outono

8 comentários:

Vais disse...

o sonho cravado desde o dia da chegada
uma canção de tantos gestos

beijos

eurico portugal disse...

palavras a devorar-nos sobre toda a gaguez do corpo. há, afinal, tantos mundos por dizer...

abraço, assis!

Wanderley Elian Lima disse...

É bom voltar e encontrar um port seguro, mesmo que temporário.
Abraço

Anônimo disse...

Cada vez que leio teus poemas me assombro com a tua linda capacidade de criação. Tu és ILUMINADO! Amo teus poemas. Abraços.
Valdenir Cunha

Adriana Godoy disse...

" E nos despimos na interrogação dos dias
Feito sonho cravado na pupila do outono"

Bonito demais!

Adriana Godoy disse...

" E nos despimos na interrogação dos dias
Feito sonho cravado na pupila do outono"

Bonito demais!

Verso Aberto disse...


teu corpo
um porto de interrogação

coisa de mestre

abs Assis

dani carrara disse...

bonito mesmo. parabéns.