terça-feira, 27 de outubro de 2009

15 - à mercè

anseio a palavra
como uma náusea

um engasgo
a ser expelido

pois por dentro
atormenta a dor
do querer existir

2 comentários:

Mai disse...

Bonito isto!
Há issos que mexem com...igo...Beijo

Mai disse...

Eu já havia lido este poema e reafirmo a força que vem das entranhas dese poema.
incrível!


P.S.

Eu poderia ir lendo e sentindo sem deixar rastros, mas não consigo.
É que hoje eu preciso de poesia em altas doses.

desculpe