domingo, 3 de junho de 2012

969 - cálida balada de artefatos inesquecíveis


dorme selvagem comigo
a espada da querência
às vezes sonha cadencia

ora serpenteia galante
faz de muitos o outrora
tece a vigília do instante

dorme selvagem comigo
sem nenhum embaraço
a afiada garra do porvir

14 comentários:

AC disse...

O olhar sobre o horizonte, testemunho do anseio, é marca carismática...
(E o 1001 aí tão perto)

Abraço

Anônimo disse...

A espada da qurência sempre se interpõe, é a de Dâmocles sob as nossas cabeças...

Everson Russo disse...

E que esse querer tenha a essência pura do que estará porvir...abraços de boa semana.

Luiz Alfredo disse...

Poetas de tercetos
ocidentais
praticam haicais
de antigos samurais
e samurai tem na espada
amolada pelo luar
tecida na fornalha
do sol
esta querencia de golpes
profundos
belo poeta
um poema feito com coração.

Luiz Alfredo - poeta

Joelma B. disse...

espada à boca
de afiado silêncio!!

beijinho, mestre!!

Mirze Souza disse...

Espetacular!

Beijo

Mirze

Lídia Borges disse...

Cortante!...


Beijo

LauraAlberto disse...

essa lâmina une mais do que o que separa

beijo, poeta

Adriana Godoy disse...

Expressivo demais! beijo

Daniela Delias disse...

Lado a lado...

Bjo

Vais disse...

tecer a vigília do instante
e dormir junto, selvagem sem nenhum embaraço a afiada garra do porvir

putz, putz

beijão, moço

Luiza Maciel Nogueira disse...

lindo Assis, em garras a vida deveria ser abraçada

beijo

Cris de Souza disse...

Baladão, heim!

Me vi a dançar: " São dois pra lá, dois pra cá.... "

Jorge Pimenta disse...

há garras que não seguram; desprendem.

abraço!