sábado, 16 de junho de 2012

982 - poeminha para algas avessas e apressadas


trago a demência na palavra
este corpo sem recônditos
nenhuma verdade: nada
tenho na pele um funeral
os silêncios me desbotam

17 comentários:

Ricardo Miñana disse...

Un poema bello, gracias por compartir, te dejo mis saludos.
que tengas un buen fin de semana.
saludos.

Jorge Pimenta disse...

nenhuma loucura o é à revelia da palavra e até o mais ínfimo segredo, desses que se escondem por entre algas, se forma em código dizível: porque é sentido.

abraço, assis!

Tania regina Contreiras disse...

Fiquei cá a pensar, poeta: haveria silêncios que o colorem?
Mais um título-poema, maravilhoso e musical, como só tu, poeta...

Beijão,

Everson Russo disse...

Forte e muito intenso,,,esse silencio as vezes dói,,,mas as vezes diz tudo...abraços.

AnaClarissa disse...

Assis, gosto imenso desse convite "deixe-se, leve-me" a seduzir o leitor, apelando à troca de ideias.

Os seus poemas são perfeita mestria.

Quando li este aqui ocorreu-me a ideia de morte.

Abraço

Mirze Souza disse...

Lindo! Triste!

Que as algas sintam teu amor


Beijo

Mirze

Pedra do Sertão disse...

Olá, Assis,

Passando para contar as poesias e me deparando com essa singularidade!

Abraços do Pedra

Verso Aberto disse...

beleza na incerteza
colore a sua poesia

abs Assis

(...e uns...)

Joelma B. disse...

nenhuma verdade que se deva duvidar...

beijinho,mestre!

Bípede Falante disse...

Tenho meus funerais também...

Vais disse...

coisas de 'dona de casa':
será o silêncio um sol(que mais alveja), uma água sanitária, um cloro, que vai tirando as cores?
às vezes

beijo grande pra ti

Daniela Delias disse...

Cores, cores...

Bjo

Lídia Borges disse...

Tão rico de sentires, ainda que triste!...

Lídia

amantedasleituras disse...

amantedasleituras, grupo yahoo. Chama autores.

dade amorim disse...

Os silêncios às vezes nos desbotam. Acabo de chegar de uns desse tipo.

Beijo, Assis.

LauraAlberto disse...

assistir ao funeral para aprender a nascer, em silêncio...

beijo

Luiza Maciel Nogueira disse...

desbotar é sinal de amadurecimento - beijo