sexta-feira, 25 de fevereiro de 2011

505 - Metaplágio para Borges e Heráclito

Quem me apagará as cores desta manhã
Quando todos os córceis se recolherem
E como em procissão vierem beber no rio
No veio desta água sagrada de todo tempo

Eu que esculpi étereo em lúdicas paragens
E que verti em precipício a lucidez da hora
Quem me apagará as cores desta manhã
Se me corre nas veias o sangue da ruína

27 comentários:

Wanderley Elian Lima disse...

Ninguém , a não ser você mesmo, poderá apagar as cores desta manhã.
Abração

Luiza Maciel Nogueira disse...

ué cadê a droga da poesia na veia? só a droga mesmo pra tirar a ruína :)

beijos

Everson Russo disse...

Ninguem terá esse poder de apagar as cores da manhã...abraços de bom final de semana.

ErikaH Azzevedo disse...

O teus olhos...neles estão o poder de acizentar qualquer bom dia de sol, e falo tb dos olhos com que vemos dentro,chamado de coração.

Tão bonito teu poema,em meio a tudo tua manhã ainda cheia de cores, um sinal de esperança e de fé.


bjo querido

Erikah

Oria Allyahan disse...

Quem apagará? A chuva, a água, o rio, meu caro... mas, certamente, a chuva, a água e o rio estarão bem mais coloridos esta manhã!!

^^

Contos da Joii disse...

Ninguém poeta Assis, se não nós mesmos. Vemos as cores da vida com os olhos do coração. Por vezes em colorimetria, ora em preto e branco. Beijos da Joii.

Um brasileiro disse...

OLA. ESTIVE DANDO UMA BREVE OLHADA E LENDO TAMBÉM OS TEXTOS. MUITO LEGAL. APAREÇA POR LA. ABRAÇOS.

R.B.Côvo disse...

Ninguém mesmo! Abraço.

Jorge Pimenta disse...

caro assis,
um segredo não compartilhável: o sangue da ruína não corre duas vezes na mesma veia :)
forte abraço!

Ira Buscacio disse...

Somente a ilusão!

Bjs e bom fds

LauraAlberto disse...

os deuses brincam com nós, pobres mortais!
Beijos!
Laura

Analuz disse...

E por que apagar?

Beijinho de Luz e um colorido fim de semana, poeta Assis...

Lalo Arias disse...

"E que verti em precipício a lucidez da hora..."
Putz! Poema de uma beleza exageradamente dolorida.
Grande abraço.

em tempo: já postei o livrinho Cidade Desaparecida.

Ana SS disse...

Não sei se dá pra apagar.
Mas pode evaporar.

Ingrid disse...

o entardecer levará as cores de teu dia..
beijo Assis..

Mirze Souza disse...

ASSIS!

Poema forte e belo!

"Quem me apagará as cores desta manhã
Se me corre nas veias o sangue da ruína"

Sensacional!

Beijos, poeta Mil!


Mirze

Lívia Azzi disse...

Seria bom que viesse alguém apagar!!

Beijo!

Rejane Martins disse...
Este comentário foi removido pelo autor.
Fernand's disse...

não deixarão de existir. quando vc fechar a cortina dos olhos ainda verá tudo nitidamente.



=)
bjsmeus

Rejane Martins disse...

Vós que não sois poetas, vós outros não podeis fazer como Assis Freitas; em veio de todo tempo, sede feliz.

Loba disse...

Meu Deus, qta inspração! E competência tb.
Não importa as respostas. Importam as perguntas e, aqui, a bela forma com que as construiu!
Beijãozão, poetinha!

Lara Amaral disse...

A musicalidade do poema é indescritível. Muito belo!

Beijo.

Primeira Pessoa disse...

e pensar que tem um politiqueiro aí no brasil chamado heraclito...rs

poeta, ningguém apagárá as cores dos seus poemas feitos de manhãs.

tem nada de etéreo na sua poesia.
de eterno, isso sim.

abração desse mais que tardio.

esse relapso,

roberto.

Milene Souto disse...

Bem ousada a sua meta, a de escrever e postar mil e um poemas! Mas pelo que li, vejo que vc tem tanlento de sobra pra isso... Adorei o seu blog, bjs, Milene.

http://melodiaemversos.blogspot.com

Bípede Falante disse...

Também me pergunto quem seria o meu quem.
beijos

Lídia Borges disse...

O "Obscuridade" da Natureza está ou não na nossa natureza.

Nem Borges nem Heráclito poderão nada contra isso.

Belissimo!

Um beijo
L.B.

Eurico disse...

Tudo flui. Panta rei! Mas, em verdade, as cores da manhã, da tua manhã permanecerão, brilhantes sobre as ruínas do tempo, de qualquer tempo.