sábado, 26 de fevereiro de 2011

506 - Exercício para o ciclo de nove luas

Doem-me os olhos
duas fontes duas torres
Doem-me os olhos
duas garças, duas graças

dói-me a estrela que brilha
a mão que apascenta nuvens
dói-me a face deste horizonte
dói-me o infinito dos séculos

15 comentários:

Jorge Pimenta disse...

são as dores (as duas: a que teve e a fingida - f. pessoa) que distinguem o poeta do comum dos homens.
abraço!

Malu disse...

Assis,


Tantas vezes dói ,ou não, o escoar do tempo...


Bjo.

Everson Russo disse...

Muitas vezes dói tanto que nem sabemos ao certo onde...abraços de bom sabado.

Bípede Falante disse...

O único remédio que conheço que realmente funciona contra o que me dói é o riso, mas ele está retido em um porto qualquer e, enquanto não chega, dói-me ter de sentir dor.
beijos

Domingos Barroso disse...

e o infinito se contorce
...

forte abraço,
irmão Assis.

R.B.Côvo disse...

E eu hoje estou doído, completamente.

Mirze Souza disse...

ASSIS!

Quase um memento!

Divino!

Beijos, poeta MIL!

Mirze

Sonhadora disse...

Desculpe adentrar assim pela sua casa, mas passei e gostei de tudo que li, tomei a liberdade de seguir.

Este seu poema...são dores de poeta, são diferentes do resto dos mortais...
Um abraço
Sonhadora

Analuz disse...

Que bom que dói! Sinal que não está amortecido...

Beijinho de Luz, Assis!

Lídia Borges disse...

Gosto muito deste ritmo vivo, apesar das dores.

Um beijo

Lívia Azzi disse...

Hum... a dor que se escreve vem duas vezes: verdade vivida e verdade inventada!

Um beijo!

Ingrid disse...

tua dor nos brinda em prazer de te ler..
beijo querido poeta..

Lara Amaral disse...

Ai! É verdade...

Beijo, poeta.

Daniela Delias disse...

Às vezes dói também escrever...

dade amorim disse...

tanto é o que nos dói...
Beijo.