sábado, 5 de fevereiro de 2011

485 - poema de supremo impulso

convivo com o espanto diário das auroras
e a sensação que breve tudo pode escurecer
basta o meneio impreciso,
a súbita palavra de revelação

22 comentários:

Lou Vilela disse...

matéria-prima da poesia...

cheiro e bom fim de semana procê!

Zélia Guardiano disse...

Ai, que a transitoriedade de tudo é a pauta, hoje...
Palavra de revelação: quão bom seria ouvi-la!
Belíssimo poema, querido Assis!
Mais um, desse seu oceano, que vem à tona...
Grande abraço!

Fred Caju disse...

Depois do apagão por aqui, lá vem Freud me exlicar o porque eu pensar no segundo verso e a sensação que breve tudo pode escurecer como algo além do foco do poema... Mas concordo com Ivan Junqueira que o espanto diário é o motor da poesia. Continue se espantando, Assis.

Abraços,
Caju.

Everson Russo disse...

Sempre há essa possibilidade do escurecer na aurora da vida...abraços de bom sabado.

Sandra Botelho disse...

E espero ansioso, que o sol clareie meu sorriso.
Bjos achocoaltados

Analuz disse...

Adorei o título... deve ser assim o surgir de um poema: em supremo impulso...

Beijinho de Luz e um radiante fim de semana, Assis...

Luiza Maciel Nogueira disse...

e de repente o susto da poesia surge no ar - "a revelação"

bárbaro

beijo

Domingos Barroso disse...

essa linha acima do horizonte
os pés debaixo da terra
as mãos fora do corpo
...

É, Assis, é mesmo
muito espanto
...

Forte abraço,
irmão.

R.B.Côvo disse...

Muito boa poesia. Abraço.

Ingrid disse...

e nos revelamos a cada dia..
beijo querido Assis..

Lívia Azzi disse...

E é essa "sensação que breve tudo pode escurecer" que aumenta a intensidade da vida.

Beijos, querido Assis.

Jorge Pimenta disse...

entre auroras e ocasos, porquê esperar pelo infinito? bastam mesmo as pequenas epifanias, verdade?
abraço!

Tania regina Contreiras disse...

Você não só convive com os espantos, como também nos vai ver pelos seus olhos, e o que é vulgar torna-se extraordinário aos seus (e por seguinte nossos) olhos!
Beijo, Assis!

Mirze Souza disse...

ASSIS!

Há um supremo impulso. Ninguém sabe a súbita palavra.

Maravilhoso!

Beijos, poeta MIL!

Mirze

Ana SS disse...

Maldita palavra bem dita...

AC disse...

O fio que sustenta certos equilíbrios é muito frágil...
Muito bom!

Abraço

Í.ta** disse...

escurece quando menos esperamos.

ótemo poema.

abraços!

Batom e poesias disse...

Que a sensação passe
Que o escuro demore
Que a poesia resista...

Bjs
Rossana

CANTO GERAL DO BRASIL (e outros cantos) disse...

Assis,
Convivo com o espanto diário dos teus poemas, enleio mais que preciso...

Abraço das bandas de Minas,
Ramúcio.

Lau Milesi disse...

Poema magnético, lindo. Tal qual assistir, da Finlândia, a aurora boreal. (The Aurora Borealis and the Vikings) .

Beijo

Aos poucos vou me atualizando aqui...

Cris de Souza disse...

reza a vela...

Úrsula Avner disse...

Olá meu caro,

profudidade e sensibilidade sempre de mãos dadas nos versos contidos neste blog... Um abraço e grata pelo carinho lá no meu cantinho.