quarta-feira, 10 de novembro de 2010

394 - Balada de um Édipo em formação

Se antes eras a esfinge
Na fria condição de espera
- Vinde e me decifra –
Hoje assomas ares de nuvem
Que paira acima, bem acima
E nenhum verbo te alcança

19 comentários:

Zélia Guardiano disse...

Ai, esfinge, agora ainda mais inacessível, enigma para qualquer verbo, para qualquer verso...
Enorme abraço, poeta-mor!

Everson Russo disse...

E nesse verbo se conjuga amor...abraços de bom dia.

Dario B. disse...

Lança pois o repto: Devora-me ou te decifro.

Marcantonio disse...

Tornou-se, então, uma hiperesfinge! Um enigma auto-suficiente. Muito bom isso.

Abração!

Mai disse...

Eros dá um jeito;
E movendo céus e nuvens amoleceria o coração desta esfinge.
Decifrar e depois acasalar, nem que seja em poesia.

cheiros

[ rod ] ® disse...

Decifrar um poeta é elucidar o charme da dúvida.

Abs meu caro. Estou de volta!

Mirze Souza disse...

Assis!

Os três últimos versos provam que o Édipo já está formado!

Beijos, poeta MIL!

Mirze

Wanderley Elian Lima disse...

Ninguém é inatingível, basta saber os pontos fracos.
Um abraço

Vanessa Souza Moraes disse...

E nenhum verbo te alcança


Dolorido-dolorido.

Luiza Maciel Nogueira disse...

parece eu! Mas assim escreves os bons poetas quando nos identificamos na poesia a poesia é espetacular!

beijo

Domingos Barroso disse...

O fabuloso sonho.

Forte abraço,
camarada Assis.

Ingrid disse...

Assis,
Édipos e esfinges..
figuras que assombram e iluminam nossas vidas.
Belíssmo!
beijo.

Gerana Damulakis disse...

Excelente!

Lau Milesi disse...

...- Vinde e me decifra –
Muito lindo, poeta Assis.

Beijo e parabéns.

Júlio Castellain disse...

...
Abraço Assis.
...

Daniela Delias disse...

Tantos dias sem conseguir passar por aqui...e olha só que coisa fantástica!!! Demais, Assis! O coração de quem traz Freud no ofício derrete...

Everson Russo disse...

Um belissimo dia pra ti amigo...abraços.

Cris de Souza disse...

uau, que miragem!

Jorge Pimenta disse...

e permanece-se na frágil condição de se ser, apenas e só, humano. mais para quê?
um abraço, assis amigo!