sexta-feira, 19 de novembro de 2010

403 - poema para nuvem e casca de árvore II

às vezes um solo me habita
escorre-me o sumo nos pés
cresce em mim feito árvore

e eu fico todo ao seu feitio
ave de barro, estrela dӇgua
no viés de ponto e margem

15 comentários:

Cris de Souza disse...

bárbaro!

beijo, meu querido.

AC disse...

Há a raiz, há o fruto, mas ainda o apelo da ave...

Abraço

Malu disse...

Assis,



Linda poesia mínima .

Me sinto árvore por vezes ...



BjO.

Domingos Barroso disse...

Imensa e inconfundível sensibilidade
de todo grande poeta
...

forte abraço,
camarada Assis.

Zélia Guardiano disse...

Simplesmente maravilhoso, meu querido Assis...
Você vira a vida pelo avesso e, daí sim, ela fica lógica.
Adorei!
Grande abraço!

Lau Milesi disse...

Belíssimo, poeta Assis, como sempre. "
"Às vezes um solo me habita"... (só um grande poeta mesmo pra juntar as letrinhas e passar tanto lirismo).Amei!!!
Parabéns II!!

Um beijo e bom fim de semana.

Wanderley Elian Lima disse...

É bom quando o solo te habita, ele fica fértil e surgem belos poemas.
Abração

Nina Rizzi disse...

vc sabe, coleciono nuvens e árvores. essa primeza vai pra lembrança. e me abraça.

beijos.

Ingrid disse...

em frutos de versos..
e belos poemas!
beijo Assis.

Gerana Damulakis disse...

Ricas estrofes para a continuação, para quando o solo te habita.

Mirze Souza disse...

ASSIS!

Belíssimo!

Ser árvore quem não o quer?Mantenha-se no viés!

Beijos, poeta MIL!

Mirze

Eder Asa disse...

A ave de barro é o João o o Manuel?
Aliás, independente de quem seja, assim como você, são pura poesia.
Abraço!

Contos da Joii disse...

Por vezes sou árvore, um solo me habita. Parada. Mas, cheia de vida. Só vendo as voltas que o mundo dá.
Levo-te sempre!
Um ótimo fim de semana pra ti.
Bjos.

Mai disse...

E o poema e o poema renascem insistentes como galhos que brotam e se levantam do chão.

muito bom isto!

cheiros verdes

dade amorim disse...

Maleabilidade de poeta que sabe muito.
Beijo.