quinta-feira, 25 de novembro de 2010

409 - Improviso para viola de casco de tartaruga

Ouço no pretérito meu coração em tuas mãos empoeirado
Resvala-me de cílios para cobrir as nossas tempestades
Põe cordas e açoite nessa prece que invoca a madrugada
Se nada em ti faz sentido açoda-me o vento nas virilhas
Dá-me o desterro de tua voz tão antiga quanto um blues
Pois estou sem alma alvoroçado nesta torpe encruzilhada

18 comentários:

Sandra Botelho disse...

Belo...Bjos achocolatados

Cris de Souza disse...

belíssimo! só teus títulos são uma viagem à parte.

bom dia, meu querido!

beijossssssssss.

Everson Russo disse...

Que essa viola entoe acordes de amor e retire toda a poeira desse coração...abraços de bom dia pra ti amigo.

Mínimo Ajuste disse...

Assis, você, às vezes, vai, como dizem por aqui: no rim!
Que poema!
beijo.
Bípede Falante

Malu disse...

Assis,


"Pois estou sem alma alvoroçado nesta torpe encruzilhada"


Muito me disse este verso ...


BjO.

Ingrid disse...

na sonoridade do blues sopramos a poeira de tempestades..
e nossa alma volta,limpa!.
beijo querido poeta!

Grupo Cero VersoB disse...

As tempestasdes vem e vão,
como a poesia do dia-a-dia,

um abraço,
na poesia,

AC disse...

Há desterros agridoces.

Abraço

Ana SS disse...

Sem sentido, sem alma, na encruzilhada. Assim se escreve. E como.

Lau Milesi disse...

Mais-que-perfeito. BB King adoraria ler seu "Improviso para viola de casco de tartaruga". (hilário esse título, poeta).
Um beijo, poeta Assis.

Zélia Guardiano disse...

... meu coração em tuas mãos empoeirado...
Para que dizer mais?
Maravilha!
Abraço bem forte, Assis!

Eder Asa disse...

Uma tempestade em copo d'Alma.
Fantástico, Assis. Aliás, como sempre...

Tania regina Contreiras disse...

Eis que ando e ando e não encontro um ser sequer que fale como tu fala, Assis...Que diga o inusitado e que nos desfaça os nós da propabilidade. Saudades daqui também, sabia?
beijos,

Marcantonio disse...

Nessa encruzilhada, um pacto com a poesia, com o costumeiro fascínio.

Abração.

Mirze Souza disse...

Cobrir tempestades, desfaz-se a poeira do coração sem alma.


Mais que belo esse "Improviso"!

Brilhante, Assis!

Beijos, poeta MIL!

Mirze

Luiza Maciel Nogueira disse...

As encruzilhadas nos levam a tomar decisoes importantes. Linda poesia do cerne da vida. Bjs

Everson Russo disse...

Um belissimo final de semana pra ti amigo,,,abraços.

Mai disse...

O casco da tartaruga foi uma imagem que marcou e sob ele a carne, a frágil carne...

belos versos, amigo.