sexta-feira, 18 de maio de 2012

953 - improviso para lâminas, pedras e oboés


afio nas pedras minhas retinas
fio por fio a coser melancolias

e o fino tecido a que me alinho
flui na imensidão devagarinho

colho nos olhos rios de algaravia
do aturdido caminho sem utopia

14 comentários:

Jorge Pimenta disse...

talvez a utopia seja a miopia do coração... e os rios fazem-se o caminho dos olhos.

abraço, assis!

Luiza Maciel Nogueira disse...

concordo com o Jorge, ele sempre tem uns comentários espetaculares e essa afiação de olhos é a tua cara...vai ter olhos assim que brilham poesia lá na :)

beijos

Everson Russo disse...

Retinas afiadas em contemplar um infinito de possibilidades da poesia...abraços de bom final de semana.

AC disse...

Os olhos, pelo menos, são o fiel espelho do que se não quer.

Abraço

Joelma B. disse...

retinas afiadas com poesia!

beijinho,mestre!

Adriana Godoy disse...

Filosofia poética. Dá o que pensar. Beijo

Daniela Delias disse...

Tão sentido...

Bjo

Lídia Borges disse...

Caminhos sem utopia são como labirintos sem saída

Belas metáforas.

Um beijo

Ira Buscacio disse...

cosendo melancolias sigo!
bj imenso, Assis querido

Cecília Romeu disse...

Assis,
retinas afiadas cosem melancolias,
e assim as utopias são tecidas no pouco a pouco dos fios-poema.

Lindo poema.

Beijos e ótimo fim de semana!

Agradeço o comentário em razão da minha parceria com nosso amigo Jorge Pimenta.

Mirze Souza disse...

BELO!

Beijo

Mirze

Mirze Souza disse...

BELO!

Beijo

Mirze

Ingrid disse...

uma transparência que encanta..
beijo poeta.

LauraAlberto disse...

qual o destino dos caminhos sem utopia?
que não sejam os nossos caminhos

beijo