quarta-feira, 30 de maio de 2012

965 - Ciranda de reinvenção do amor


Quando tudo era princípio
Havia o rútilo tão fecundo
O infindo rugir do espanto

Quando tudo era princípio
Havia a lua girando bemol
Vinhas tu: estrela e arrebol

Quando tudo era princípio
Havia ventura e descoberta
Lençóis em dádiva e oferta

Quando tudo era princípio
Havia a candura do verbo
Luzindo no cerne da carne

11 comentários:

Everson Russo disse...

Quando tudo era princípio ainda havia a inocência dos sentimentos...abraços de bom dia pra ti.

Tania regina Contreiras disse...

Entrei aqui e estou lendo os poemas anteriores, que estou em atraso, que estou em distância, que estou em inquietude e esqueci que estar aqui e te ler muda minha frequência, faz da pedra flor!

Beijos,

.maria. disse...

Cântico do amor romântico.

Daniela Delias disse...

"Vinhas tu: estrela e arrebol". Tão bonito. Luzindo no cerne da carne, poeta.

Bjo

Lídia Borges disse...

"Quando tudo era princípio" vivíamos a embriaguês do possível absoluto, a certeza da eternidade...

Um beijo

Jow Cunha disse...

"Quando tudo era princípio
Havia ventura e descoberta..."
Muito belo poema, fiquei deslumbrado com uso das palavras tão singelas mas ainda sim expressivas. Parabéns.

Ps: Adicionei seu blog aos meus mais lidos.http://jowcunha.blogspot.com.br/

Mirze Souza disse...

A deusa da ciranda deve estar pasma com a beleza e perfeição do poema!

Bravíssimo!

Beijo

Mirze

Jorge Pimenta disse...

o que seremos nós senão princípios em espiral de rotações e translações até nos determos no eixo final?

abraço!

LauraAlberto disse...

o principio é também o derradeiro final

beijo

Vais disse...
Este comentário foi removido pelo autor.
Vais disse...

é simplesmente deslumbrante quem vem em estrela e arrebol nesta ciranda

beijo pra você