quarta-feira, 23 de maio de 2012

958 - poema de perplexidade ante perguntas inúteis


(fragmentos)

para onde correm os rios em tempo de estio
asa de passarinho produz elevação de canto
descaminho é uma estrada para nunca mais
flor de beira de estrada incendeia os passos
orvalho é a chuva em estágio de anunciação
a palavra vazio vaga num precipício sem fim

10 comentários:

Lídia Borges disse...

Fico perplexa perante esta enorme facilidade em dizer o indizível.

Deixo a minha admiração e um beijo

Everson Russo disse...

Talvez corram na contramão dos sentimentos...abraços de bom dia.

Adriana Godoy disse...

Enquanto a palavra vaga no precipício, nós nos deleitamos com ela. Beijo

Mirze Souza disse...

Um grande poeta, está sempre pronto a desvendar o mistério do que é inútil, mas não é.

Bravíssimo!

Beijo

Mirze

Lara Amaral disse...

Que bonitos fragmentos, Assis!

Beijo.

Luiza Maciel Nogueira disse...

perplexa Assis pelo seu talento

beijos

Ira Buscacio disse...

A inutilidade muitas vezes me causa ternura.
Bjs, Assis querido

Daniela Delias disse...

Também me pergunto sobre os rios em tempos como esse, de estio...

Lindo, viu?

Bjo

Jorge Pimenta disse...

rios no estio
memória de água
pauta sem nota
precipício dentro dos olhos.

perdemo-nos na fábula do(s) fragmento(s) do(s)mundo(s).

abraço!

Cris de Souza disse...

Lembrou-me Barros, mestre!