sexta-feira, 7 de janeiro de 2011

456 - sonata em desconcerto de retiro e descaminho

ah esse intenso partir
mesmo quando fico a esmo
serviçal pedinte da existência
mesmo quando desdobram-se
as folhas, as relvas e os sinos
e eu sou esse rio de urgência
que naufraga leito e correnteza

ah esse intenso partir
sob o céu infindo de calmaria
ornado de nuvens rendadas
e estranhos astros de sutil matiz
quem veleja a vela do alvorecer
quem borda a corda do martírio
quem sopra acordes ao olvido

15 comentários:

Joel de Sousa Carvalho disse...

Olá a todos os que vão ler este comentário neste blogue ou noutro muito bom como este. Pois é, estou encantado com todos estes pratos tão bem confeccionados. Pois, eu gostava de fazer igual, mas não consigo. A vida é dura e obrigou-me a morar sozinho, e a cozinha não é de todo o meu local favorito. Mas estou a tentar conhecê-la, mas as aventuras têm sido imensas. Fiz um blog humilde para colocá-las em forma de crónica pouco extensas. Gostava muito que todos vocês o visitassem e se possível o seguissem. É que tentar cozinhar e depois não ser ajudado, é algo muita mau.
Cumprimentos a todos!

http://tenhosalfaltamecolher.blogspot.com/

Everson Russo disse...

Esse intenso partir que leva em notas da canção um pedaço da alma...abraços de bom final de semana.

Jorge Pimenta disse...

é nas perguntas sem resposta que o concerto encontra o seu prefixo...
abraço!

Néia Lambert disse...

"...e eu sou esse rio de urgência
que naufraga leito e correnteza".

Adorei essas palavras, um abraço.

Ingrid disse...

Assis,
notas de partir com intensa leveza..
beijo poeta!

Eder Asa disse...

Qualquer coisa que se diz é pequeno, sabe?

Mirze Souza disse...

ASSIS!

É sempre tão intenso "o partir", e mesmo assim você consegue fazer brotar beleza.

Beijos, poeta MIL!

Mirze

Silenciosamente ouvindo... disse...

Meu amigo, venho dizer-lhe que acabo de criar um novo espaço(ainda
incipiente) mas que fica ao seu dispor:
http://sinfoniaesol.wordpress.com
Um beijinho

Lívia Azzi disse...

Realizando-se o desejo, a sonata não acontece.

;-)

Um beijo!

Lívia Azzi disse...

Realizando-se o desejo, a sonata não acontece.

;-)

Um beijo!

Lua Nova disse...

"...quem sopra acordes ao olvido..."
Quanta solidão pode haver nesse verso... mas o esquecimento talvez nos salve.

Assis, vc é demais!!!
Beijokas.

Lau Milesi disse...

"Velejar a vela do alvorecer sob o céu infindo de calmaria e ainda
ornado de nuvens rendadas"??? Isso é o paraíso. Quero ir pra lá.
Lindo,como sempre.
Um beijo e bom sábado.

Analuz disse...

Viagem sensorial...

Beijinho de Luz!

Lara Amaral disse...

Ressonou como saudade, num sinar insistente.

Lindo!

Beijo.

Luiza Maciel Nogueira disse...

essa poesia parece umaobra de arte - um quadro daqueles maravilhosos de Van Gogh, gostei bastante!

bjs