segunda-feira, 31 de janeiro de 2011

480 - Poema de espairecimento e futuro refrigério

faze dos meus destroços cimento úmido
aplaina, nivela com ele muros e campanários
assim alguém poderá rabiscar-me sem eu sentir
pois cortam as letras tão cheias de espinhos
que me escrevinham sem pena sob a pele

25 comentários:

Vanessa Souza Moraes disse...

Destroços, o lugar do silêncio.

http://vemcaluisa.blogspot.com/

Angélica Lins disse...

E quando penso que de tão bom não há como ficar melhor...Você escreve algo assim, tão : INEFÁVEL!

Ah doce poeta, você hoje encheu meus olhos.

Daniele S.F disse...

Belos versos Assis,
O poeta se faz papel para sua própria poesia sofrida.
Seu versos me lembram de um poema meu "O poeta, afogado em sua sede
Escava palavras suicidas..."
http://www.imaginacaoemacao.blogspot.com/
Saudações Lietrárias

Everson Russo disse...

Que sejam gravadas sempre letras de amor...abraços de boa semana.

Lídia Borges disse...

A inutilidade é o pior dos destinos. Aproveitados os destroços desta maneira, são abertas novas perspectivas de alívio e consolo, no futuro.

Muito frio!... Não sei se o poema ou a temperatura do ar.

Um beijo

Wanderley Elian Lima disse...

Tem hora, que o melhor mesmo é ignorar a dor.
Abração

Primeira Pessoa disse...

campanário é outro nome pra lá de lindo. em minas, no vale do mucuri, existe uma cidadezinha chamada campanário.

e refrigério é uma esquisitice de nossa língua. parece nome de jogador do asa de arapirara, não parece?

sua poesia?
essa aí é pra colocar na prateleira de cima.

beijão, zédeassis.

r.

Tania regina Contreiras disse...

Alguém a te rabiscar, Assis...eu jamais teria pensado nessa imagem, que gostei muito. O poema? Ah, há poema teus que deixem de fazer morada em minha alma? Não....nunca!
beijos,

Márcia Cristina Lio Magalhães disse...

"assim alguém poderá rabiscar-me sem eu sentir
pois cortam as letras tão cheias de espinhos
que me escrevinham sem pena sob a pele..."

A tua poesia é jardim, rosa e espinho...rabisca o coração, nivela n'alma!

Daniela Delias disse...

Se ela não fizer td isso, não tem problema não, o poema está feito. Lindo como ele só. Ah, o comentário do Roberto é um poema a parte, né? Mil bjos!

Mirze Souza disse...

Assis!

Eu, não! Existe isso? Jamais te rabiscaria!

O poema é lindo, mas a idéia....


Beijos, poeta MIL!

Mirze

Ingrid disse...

Assis,
e tu rabiscas sem sentir teus lindos versos..
beijos querido poeta.

Jorge Pimenta disse...

espinho, pele e cimento; a pena, o papel e a eternidade. eis a tríade da escrita poética.
abraço, poetaço!

Analuz disse...

Teus versos é que se escrevinham em minha pele... em forma de arrepios...

Beijinho de Luz, Assis!

Lívia Azzi disse...

Tenho desses escritos na pele...

Um beijo!

Luiza Maciel Nogueira disse...

a pele é esse lugar de desejos como a folha de papel - mostra um mundo

beijos!

Néia Lambert disse...

Inspiradíssimo, como sempre, parabéns Assis.
Um abraço

Eder Asa disse...

E é riscado a tinta... desses que não saem nem com banho de sal grosso...

Malu disse...

ASSIS,

Suas palavras nos ficam gravadas na alma , na carne , na emoção ...


Bjo.

Ana SS disse...

Há letras que doem...principalmente as tatuadas em nós.

Lou Vilela disse...

Por digressão, cheguei à uma homenagem que Zeca Baleiro fez a Vapor barato (Flor da pele). Caso não conheça: http://il.youtube.com/watch?v=T_seMS5GHe4.

Saudações poéticas!

Lara Amaral disse...

A ferro e fogo.
Ai!

Beijo.

LauraAlberto disse...

caio
perante este poema magnifico!
Beijos
Laura

BLOG DO PROFEX disse...

ASSIS...
Profundo, preciso,
mas ambíguo como uma reza,
como tantos outros que li por aqui. O mundo com seus guizos
com certeza, meu amigo,
tem MUITO medo de ti!
Grande abraço!

O que Cintila em Mim disse...

Que versos são esses que flutuam agora em mim? Vou sonhar com eles e tentarei retirar os estilhaços que ele me deixou.