segunda-feira, 19 de dezembro de 2011

802 - fantasia tosca para clarins e acordes em oitavas

“Onde me deito há uma árvore”
E eu estou todo sonhos sob ela
Nada cresce sem a sílaba do sono

Não há estações de resguardo
Para a alma que paira alada
Sem as amarras de um clarão

O dia impõe suas tormentas
Imerso em tonto cansaço
O corpo se desvela na amplidão

Nada cresce sem a sílaba do sono
Mesmo quando me cai em fruto
A semente acalentada de um sonho


*inspirado em Der Tod
Heinrich Heine (1797-1856)

9 comentários:

Everson Russo disse...

Suavidade do descanso em harmoniosos versos e acordes...abraços de boa semana.

Joelma Bittencourt disse...

Beijinho de fã sem tempo de comentar como se deve, poeta Assis!

Bípede Falante disse...

Se o sono não for sagrado, nada mais será, exceto a poesia :)
beijoss

MIRZE disse...

ASSIS!

A árvore, o sono e o abraço alado, realmente desvela o corpo em amplidão.

Beijo

Mirze

Rejane Martins disse...

...vivências newtonianas em acordes de belo interlúdio e boas ideias - por sentidos absolutamente poéticos - sílaba a sílaba, perquiriam qual força prende a lua a sua órbita.

LauraAlberto disse...

desconheço esta fonte onde foste beber, mas devo de dizer que este teu poema deixa-nos quase de rastos

abraço
LauraAlberto

dade amorim disse...

Os poemas crescem em beleza.

Rejane Martins disse...
Este comentário foi removido pelo autor.
Rejane Martins disse...

...e seria de suma gravidade a não compreensão, flutua.