quarta-feira, 21 de dezembro de 2011

804 - madrigal de enlevo à senhora dos alísios

Eu já teria o corpo em cópula languescido
Sob a contemplação de vozes da natureza
“a poesia da terra jamais cessa”
E mesmo os pássaros enternecidos
Fizessem ruflar do peito sons em extravio
O agora seria o sempiterno de uma brisa
Que oscila quimeras em minha fronte
Eu já teria o corpo em cópula languescido

*inspirado em “On the grasshopper and cricket”
John Keats (1795–1821)

6 comentários:

Everson Russo disse...

A poesia jamais cessa porque a terra tem conexão com a alma do ser que a alimenta...abraços de bom dia.

dade amorim disse...

Puro enlevo, Assis. Os poemas crescem em beleza pura.

Beijos.

Daniela Delias disse...

"Sons de extravio...". Que coisa...
Bjão!

MIRZE disse...

Um madrigal que enleva a mãe terra, enquanto quimeras oscilam.

Belo!

beijo

mirze

Joelma Bittencourt disse...

Lindo!!

Beijinho, poeta Assis!

Ira Buscacio disse...

Deslumbramento!!!!!!!!!!!
bjs