sexta-feira, 30 de dezembro de 2011

813 - canção de girassol enfeitiçado de luar

nem o acaso há de soprar-me de infinito
finda-se na palavra o sibilo da existência
nem muros brancos são refúgio do olhar
nem asas são pressupostos de elevação
todavia infla de ilusão o voo do vocábulo

10 comentários:

MIRZE disse...

Esse girassol me encantou.
E o voo do vocábulo mais ainda!

LINDO! LINDO!

Beijo

Mirze

Rejane Martins disse...

via, entretanto, que a existência não pluralizava esse, havia só um, aerado de luar.

Everson Russo disse...

E que esse girassol seja de poesia e amor...feliz ano novo pra ti meu amigo...abraços fraternos.

Zélia Guardiano disse...

Ah, Assis, que lindeza esse girassol, a trocar o sol pela lua, ainda que seja só para contrariar... Vai se saber os motivos que o movem...
Belíssimo poema, meu amigo, grande poeta!
Abraço

Celso Mendes disse...

o voo da palavra não conhece limites mesmo.

grande abraço.

Daniela Delias disse...

Que sigamos iludidos, repletos de asas...
Bjos, meu poeta. Feliz 2012!

Lídia Borges disse...

Há uma depuração na linguagem, um modo de trabalhar a palavra que sempre me surpreende.

Este pequeno poema tem tanto de Grande!...

Um 2012 pleno de Poesia

Beijo

Tania regina Contreiras disse...

Já o título me fisgou, Assis! Fiquei enfetiçada na entrada...:-)
Beijos,

dade amorim disse...

Palavras têm asas, sim.
Beijo.

Cris de Souza disse...

Mas isso aqui tá bonito demais da conta!