quarta-feira, 8 de fevereiro de 2012

853 - berceuse de invitação a pasárgada IV

traga-me uma concha de vento
que hoje espraio minúcia de arrebol
tenho um corolário de insanidades
para colorir as frases mais tenras

se me invadem estrelas ah eu urro
debato-me na chaga do pretérito
anseio albatrozes para vicejar
vivo de irmanar-me aos destroços

trago-me em colcha de inventos
suspiro deidades em lira e assovio
velo o pássaro sem altivez de voo
a minha rota é ascensão de nuvem

13 comentários:

Anônimo disse...

deixo.me

roubando teus versos, Assis.

Luiza Maciel Nogueira disse...

Rota iluminada!

beijos

Everson Russo disse...

Quantas coisas se pode inventar numa concha de vento...abraços de bom dia.

Joelma B. disse...

Ah, essa minúcia de arrebol me pegou de jeito, mestre Assis!

Beijinho com olhos encantados!

dade amorim disse...

"vivo de irmmanar-me aos destroços". Incrível, Assis, como cada poema tem um rumo.
Beijo pra você.

Celso Mendes disse...

quem tem um corolário de insanidades para colorir frases mais tenras só pode mesmo ter por rota ascensão de nuvem. e viva a poesia que nos leva lá... e poeta que nos mostra o caminho.

abraço!

MIRZE disse...

Belíssimo!

Que a concha de vento te leve à rota de ascensçao de nuvem.

Beijo

Mirze

Daniela Delias disse...

A rota da poesia...
Bonito, viu?
Bjo!

Eurico disse...

Em lira e assovio, és pássaro e tuas frases, asas...

Abç cordial.

Rejane Martins disse...
Este comentário foi removido pelo autor.
Rejane Martins disse...

...lacrado por afeto.

Jorge Pimenta disse...

quis um dia concha de vento. tocou-me nuvem de tempestade...

Cris de Souza disse...

a sua rota mais parece a inspiração- valha-me zeus!