sexta-feira, 10 de fevereiro de 2012

855 - berceuse de invitação a pasárgada VI

quando o caramujo submerge em interior
minhas crisálidas vistas se desapegam
festejam em mim relâmpagos de alforria

uma chuva me habita de tanta incerteza
que me compartilho em um vicejar alado
me correm ásperas as armadilhas do dia

9 comentários:

Everson Russo disse...

Chuvas e tempestades da alma que nos fazem versejar e sonhar...um bom final de semana pra ti amigo...abraços.

Tania regina Contreiras disse...

Queridíssimo, ontem registrei no face que vc é um dos que me salvam quando olho pedra e vejo pedra mesmo. Passar por aqui e ler seus versos me banha de águas poéticas, sem as quais me sinto uma mera mortal em desencantos.
Beijos,

MIRZE disse...

Por mais áspera que seja a armadilha, relâmpagos em alforria, alegram a festa do dia.

Lindo!

Beijo

|Mirze

Jéssica do Vale disse...

Doces armadilhas do dia
Sem elas, de que serviriam
nossa armadura?

Um bom final de semana,
parabéns pelo talento.

dani carrara disse...

caramujo fez rastro de seda
no seu poema.

a beleza dele é a concha (que parece pesada) pra se proteger. talvez leve. bonita na certa.

um beijo

Lídia Borges disse...

Climatérico e quotidiano.

Os seus títulos são "devastadores"


Um beijo

Ira Buscacio disse...

Assis querido! Não vislumbro ninguém melhor pra fazer a introdução de uma entrevista com Jorgito do que vc. Parabéns, por essa sensibilidade tão comovente.
855 - há sempre um dia, após outro dia, e outro dia, de armadilhas.
bj e super fds

Jorge Pimenta disse...

chuvas para todas as inquietações que nos habitam, algures entre mel, madeira e glicínias. há sempre olhos transparentes que tudo veem mesmo que nada haja para ver.

abraço!

dade amorim disse...

Incertezas chovem dentro de nós.
Beijo, Assis.