domingo, 19 de fevereiro de 2012

864 - Poeminha retirado da velha algibeira


Não sou feliz
Não me venham com branduras
Eu nunca vou ser feliz
Pelo menos não neste poema


* Parceria com Cris no Válvula: aqui

9 comentários:

Everson Russo disse...

Mas que venha o próximo poema,,,trazendo talvez...abraços de bom dia.

MIRZE disse...

Vai sim!
É feliz sim!

Quem escreve com esta candura, já é feliz, mesmo sem perceber.

Beijo

Mirze

Dulcíssima Prisão disse...

As redes sociais da internet se traduziram em atos físicos, multidões de corpo e vozes, suor, spray de pimenta na mucosa dos narizes. Há algo de maio Francês e de Berkeley em tudo isso. Li alguém dizendo que essas coisas a gente sabe onde vão dar, já que vimos no que deu barulho dos anos 1960. Mas, sabemos mesmo? Sou otimista. Por determinação. Por teimosia. Por loucura mística. Por bom senso. Não acho que os trancos sessentistas deram apenas em yuppies que geraram as bolhas ponto com que, por sua vez, geraram a bolha imobiliária americana que contaminou a economia mundial, expondo o desvario que é a criação de modos complicados de fazer dinheiro virar mais dinheiro. O mundo vem melhorando e piorando aceleradamente há séculos. A única virada importante seria equacionar o programa de luxo para todos com o equilíbrio da Terra.

Tania regina Contreiras disse...

Há, e as branduras que vazam por entre as palavras que entoam a não-felicidade? :-)
Beijos,

Luiza Maciel Nogueira disse...

lembrei do trexo de Vinicius " tristeza não tem fim, felicidade sim"

beijos

Samara Bassi disse...

A chuva também floresce.
Em todos os poemas.

Abraços, flores e estrelas...

dade amorim disse...

Branduras não mudam nada, mas talvez ajudem um pouco. Por isso lá vai: quem escreve como você tem ao menos um motivo de peso pra, de algum modo, ser feliz.

Beijo.

Daniela Delias disse...

Há esse tempo de não ceder às branduras...o tempo de um suspiro, o tempo que for preciso pra olhar pra dentro, o tempo de um poema. Identifico-me do começo ao fim com estes versos...
Bjo meu,
Dani

Jorge Pimenta disse...

pode o poeta até não ser feliz, mas nós, os que contemplamos a voz em parceria, rinauguramos toda a felicidade.

abraço a ti, assis, e um beijo à queridíssima cris!