domingo, 26 de fevereiro de 2012

871 - Sonata de fortuna para o aprendizado das horas


meus olhos nada sabem
sobre o aprendizado das horas
transitam febris por teu corpo
numa espera insone de delírios

meus olhos nada sabem
e perscrutam com insistência
o rio que se derrama sobre
esse leito de alumbramentos

meus olhos nada sabem
sobre o aprendizado das horas
mas se contentam fartos sobre
tão ávido desconhecimento

12 comentários:

Daniela Delias disse...

Só sei que nada sei rs...
Belo!
Bj

Zélia Guardiano disse...

Lindo, lindo, amigo Assis, grande poeta!
Plagiando João Antonio: Que o seu domingo seja um domingo daqueles que ninguém precisa dizer que é domingo...
Abraço

Luiza Maciel Nogueira disse...

Maravilha! embriagamento insone

beijos

Everson Russo disse...

Olhar de eterno aprendiz da vida...abraços de boa semana.

MIRZE disse...

MARAVILHA!

Sacras Horas rm leito de alumbramento!

Beijo

Mirze

Lara Amaral disse...

Esses olhos de tato, de ver por dentro...

Coisa linda, Assis! =)

Sandra disse...

Teus olhos nada sabem mas muito vêem...
Beijo

dade amorim disse...

Lindo, esse "ávido desconhecimento". Lindo todo o poema.

Beijo.

Celso Mendes disse...

há coisas que os olhos nunca aprenderão com as horas. e continuarão a procura.

abraço.

Vais disse...

podem os olhos nada saber de nenhuma hora, estejam abertos ou fechados
nem as sensações e os quereres delirantes, mas se deliciam de deslumbramentos

afortunada sonata

beijinho, Assis

LauraAlberto disse...

os olhos cegos de tanto ver

beijinho
LauraAlberto

Rejane Martins disse...

sonata d'ouro.