segunda-feira, 16 de abril de 2012

921 - poema de sagração ao princípio do alvoroço


no gênesis original não existia amor
quem sabe junção de carnes, coito
mas o homem deu de olhar estrelas
e perceber-se em seu oposto, afoito

e de passear pelos astros o alvoroço
e sentir na alma o arrepio e o anseio
condoeu-se o céu de suma querência
assim se fez desatino em meio ao dia

quando o postar-se em contemplação
quando o levitar de brisas e assovios
juntou-se na ordem dinâmica da vida
e girassóis rugiram o norte em lilases

9 comentários:

amor-perfeito. disse...

que a sagração
se multiplique num arco-íris...


bj

Everson Russo disse...

O amor se fez com as sementes do paraíso...abraços de bom dia.

Mirze Souza disse...

Ave, Assis!

Esses girassóis rugindo o norte está formando outro "divino",

Beijo

Mirze

Tania regina Contreiras disse...

Assis, menino, que coisa mais bonita é essa? E, sim, teria sido assim, tudo porque o homem deu de olhar estrelas: vocÊ é maravilhoso!:-)
Beijos,

Luiza Maciel Nogueira disse...

O que dizer diante de uma belezura dessas? (as palavras se esgotam diante disso)

beijos

Daniela Delias disse...

E a carne se fez verbo e o verbo se fez carne, bem assim: entre girassóis e lilases. E eu aqui também contemplo!

Lindo!

Bjo

Lídia Borges disse...

"mas o homem deu de olhar estrelas
e perceber-se em seu oposto, afoito"

Ainda bem! Nada faria sentido, de outra forma.

Beijo meu

dade amorim disse...

E assim nasceu o amor, o arrepio e o anseio.

Beijo.

Jorge Pimenta disse...

exércitos de girassóis a rugir o norte em lilases... o batimento inicial do coração e a sua transmutação.

genial, poema-alegoria dos afetos e de quem (e como) os vive.

abraço!