terça-feira, 17 de abril de 2012

922 - poema de silencio e prece para levitação de nuvens


não sou mais eu mesmo desde que te percebi
agora me brota um vasto desconhecimento
a sensação atávica de deslocamento no mundo
antes me bastava a palavra para a completude
o arrebol que eu tecia com artimanha e sílabas
pois hoje todo o verbo se cumpre em ausência
nada significa sem o calor do sopro da tua voz
nem mesmo o fogo arde nesta pele castigada

19 comentários:

Everson Russo disse...

Me perdi ao te encontrar,,,abraços de bom dia pra ti amigo.

Angélica Lins disse...

Os olhos também sentem calor. As vezes a presença nos aquece e a ausência nos esfria.
Belas tuas palavras...Apaixonadas eu diria. =)

Adriana Godoy disse...

Uau, gostei por demais! Beijo

LORENA LEITTE disse...

uma profundidade nas palavras que me inspirou ...
lindo

LORENA LEITTE disse...

uma profundidade nas palavras que me inspirou ...
lindo

Lara Amaral disse...

Quando algo(alguém) nos invade, o que era "nós mesmos" vira incompletude.

Lindo, Assis, demais! =)
Beijo.

Joelma B. disse...

essa sensação é apavorante...

Beijinho, mestre Assis!

Daniela Delias disse...

"Deixa eu me perder..."

Lembrei dessa aqui

http://youtu.be/F7yHemo7-PI

Bjo meu,

Mirze disse...

A percepção, nossa segunda alma, aqui sopra em labaredas.

Beijo

Mirze

Filha do Rei disse...

Oi!! Estou aqui pela primeira vez e adorei o teu cantinho. Tinha lindos dias. Bjs

Eurico disse...

Bom voltar a esse convívio poético.

Abç fraterno.

Luiza Maciel Nogueira disse...

quando se encontra uma pedra que ecoa e nos transmite a intimidade da sua presença - belíssimo Assis, como sempre.

beijos

Anna Amorim disse...

Assis,

Paixão que tira o chão dos nossos pés!

Grandeza este poema.

Beijo,

Anna Amorim

Bípede Falante disse...

Assisssssssss, que beleza!!!!!!
Beijos :)

amor-perfeito. disse...

compreender.

é uma palavra que levo hoje.


abç

dade amorim disse...

Lindo e sofrido poema, Assis.

Beijos.

Cris de Souza disse...

bonito de doer!

Jorge Pimenta disse...

as luzes esbatem-se sobre o palco que adoece, agoniza e morre. já não há fogo a curtir a pele antes do derradeiro espetáculo (pobres atores somos).

abraço em silêncio de levitação de nuvens!

LauraAlberto disse...

a descoberta que leva à perda, a nossa

beijo