quinta-feira, 19 de abril de 2012

924 - Ária de levitação para seixo escondido na areia II


em pedra e silencio esculpi
a nomenclatura da nuvem
fiz do altiplano um léxico
mas era de tantos o vazio
que a nada havia de ardil

em pedra e silencio esculpi
a nomenclatura da nuvem
e o teu nome gravei na dor
como o rio em tempestade
como inventário da solidão

15 comentários:

Nicast disse...

até em pedras se faz ranhuras... ou poesias.

lindo seus poemas.

Everson Russo disse...

E teu nome gravei na dor...forte e muito profundo isso...abraços de bom dia.

Joelma B. disse...

o fardo do dia levita
se há poesia!

beijinho com admiração, mestre Assis!

Lara Amaral disse...

Os nomes que nos grafam, as coisas que eles fincam, vinculando tudo ao redor a sua lembrança.

Beijo, poeta!

Daniela Delias disse...

Um nome tatuado na dor, o bem maior nesse inventário da solidão.

Te beijo,

Dani

Lídia Borges disse...

pedra, silêncio, nuvem, dor, tempestade, solidão...

"nada de ardil" apenas um nome gravado "como o rio em tempestade"

Um beijo

José Sousa disse...

Cro amigo!
Depois de tanto tempo ausente regressei aos m eus blogues e comentar em meus amigos. Mais um belo poema aqui nos deixou!
Vá até o meu:
http://www.transpondo-barreiras.blogspot.com

Um abração!

Sr.Borges disse...

para o mesmo tom de mistério
a solidão brotando em musas
as feitas de pedra ou de folhas
Magritte nuvem a adentrar em ti

Belo, Assis!

dade amorim disse...

A seguna estrofe dói na gente.

Beijo, Assis.

Mirze disse...

Os seixos levitarão, proclamada a ária!

Belo, pleno!

Beijo

Mirze

Anônimo disse...

Poeta baiano,sua poesia é única. Ela fala, ouve-se; ela cala, faz silêncio; ela faz relâmpagos, ilumina; ela é didática, ensina.É para se ler e nunca mais esquecer.

Deixo um beijo e um abraço, com todo respeito e admiração.

"churchcrunchwordpress.com"

BlueShell disse...

Goe e solidão...eis o que resta,,..
BShell

Bípede Falante disse...

Como gostei de " a nomenclatura da nuvem "!
Beijoss

Jorge Pimenta disse...

há nomes que se gravam no corpo a talho de canivete: posso nem saber o alfabeto mas sei com quantos suspiros se escreve a solidão.

abraço, querido amigo!

Lavínia Andrill disse...

Poeta,

seus poemas são para ler, e ler, e ler... e reler... SEMPRE!

Lavínia