quarta-feira, 25 de abril de 2012

930 - Poeminha raso sobre o sortilégio das distancias absolutas


penso em céu e palato,
em coisas próximas
e tão distantes,
nos nossos passos,
num regato, regaço,
vivo assim:
de abraçar a ausência,
de doar-me às brisas,
às sílabas e pétalas
do alvorecer.
nada me cabe
em contentamento,
mas anseio o por vir,
este oásis que
há de se cumprir.

15 comentários:

Vais disse...

que se cumpra, Assis

um beijinho pra ti

Jorge Pimenta disse...

haverá deus que deixe algo por cumprir na rota daquele que sabe pensar céu e palato? e se o houver, não merece o olimpo que os homens reinventam em cada um dos seus desassossegos.

abraço, poeta!

Luiza Maciel Nogueira disse...

no abraço de um porvir a esperança descansa

beijos

Everson Russo disse...

Abraçar a ausência para quem sabe, encontrar conforto pra alma...abraços de bom dia.

Lua Nova disse...

Delicioso... ecantador! Coube-me como luva!
Demoro, mas nunca falho! Vir aqui é sempre um deleite!!
Beijokas e todo meu carinho.

Mai disse...

E sonhar sabores
e degustar desejos
aqui ou ali,
entre o céu e o palato
perto ou longe
até onde a língua alcançar.


Lindo demais.

cheiro

Joelma B. disse...

no espaço entre a voz e o silêncio há tanta ausência pedindo companhia!

lindo!!

Beijinho com carinho, mestre Assis!

Lídia Borges disse...

E viver assim é ciência: tudo tão perto e tanto ainda por chegar.


Um beijo

Gislãne Gonçalves disse...

Eu vivo do que há, no por vir eu só penso quando este já é!

beijos
:)


Gislãne do blog "Vê se ri um pouco"
http://mudancapontocom.blogspot.com

Anônimo disse...

É vivendo nesse deserto, que os anseios se aprocimam a passos largos.

Beijo

Bípede Falante disse...

Assis, você já é uma palavra, um verbo que se cumpriu :)
beijoss

LauraAlberto disse...

se desejares muito verás ganhar corpo o sonho secreto

beijinho

Daniela Delias disse...

Ah, as distâncias absolutas...

Bjo, bjo

dade amorim disse...

Distâncias absolutas permeiam toda a nossa vida.

Beijo beijo.

Ingrid disse...

e assim vives, sendo poeta.
beijos perfumados