sábado, 21 de abril de 2012

926 - Pequeno retrato de alvorecer as madrepérolas


O recanto da ausência não faz ruído
Não há saliência de pálpebras
É arroio miúdo encharcado de pedras

Faz vez de bem querer neste silencio
A nenhumas de estar em entendimento
Intui-se assim a gramática das chuvas

O recanto da ausência é ilação de líquido
Um estado de dormência nas retinas
O tormento de se inquirir em ignorância

9 comentários:

Lídia Borges disse...

"Intui-se assim a gramática das chuvas"

Quando não se sabe, sente-se mais penetrante o frio da ausência-

L.B.

Fred Caju disse...

Essa primeira estrofe me fez parar um pouco nela, aliás na primeira leitura nem prestei tanta atenção nas outras. Muito dez, Assis.

Aproveitando, deixo aqui um vídeo para xs leitorxs do espaço:
http://vimeo.com/40411264

Everson Russo disse...

Essa ausência que machuca e crava no peito uma dor...abraços de bom sábado.

teca disse...

"não há palavra que me salve" do silêncio...

Beijo imenso!

Samara Bassi disse...

é um recanto guardado nas ausências bonitas e que silenciam por dentro, de qualquer vão.

Lindo querido,
Beijo grande, Assis.
Sam

Daniela Delias disse...

Faz vez de bem querer neste silêncio...

Bjo :)

Anônimo disse...

esse tormento de se inquirir em ignorância é o sinal para despertar o alvorecer das madrepérolas.

KINDO DEMAIS!

Beijos

Mirze

Ira Buscacio disse...

No canto do olho dança a aus~encia líquida.
bj grande poeta

dade amorim disse...

Tormentos de incerteza.

Beijo.