sábado, 23 de janeiro de 2010

103 - Poema sem resposta

Eu não sabia da palavra
Que se insinuava nos lábios
Que queria inundar o sorriso
E eu não sabia pronunciar
O tormento que me afogava

6 comentários:

CANTO GERAL DO BRASIL (e outros cantos) disse...

Assis,
Tens lábios de poeta, lascivos lábios de poeta. E algumas respostas estão com os poetas, estão contigo.

Abraço,
Pedro Ramúcio.

Mai disse...

Mas agora sabes. Um beijo

nina rizzi disse...

ah,o eu, tão palavruda,sem palavras...
um cheiro, poeta.

Lou Vilela disse...

Quando se é poeta, a pronúncia daquilo que afoga transfigura-se em gorjeio. Belo, como sempre!

Sua ética me deixou encantada. Se já admirava o seu trabalho...

Beijos

Gerana Damulakis disse...

Aí está uma sensação de angústia muito bem representada.

ErikaH Azzevedo disse...

E se a tristeza é tamanha que nos afoga, escrever é o nosso fôlego da hora, o sopro de vida que precisávamos...o que sempre nos faz ainda mais vivos.

Bjos

Erikah