sexta-feira, 15 de janeiro de 2010

95 - em contínuo

noites virão para que possas
consumir sem angústia
a solidão desses versos
eu esperarei o sem fim das horas
para aplacar os desígnios da pele
e finalmente esculpir este poema
como um derradeiro desejo
em tuas as mãos

4 comentários:

nina rizzi disse...

derradeiro desejo em tuas mãos.
isso já é poema inteiro.
putz, e tem tanto mais.
milium. êba.
um beijo.

Lou Vilela disse...

Dizem "a paciência é uma virtude"(?) - inspirada então, fica ainda mais bela.

Beijos

Murilo Rafael disse...

As poesias aqui são realmente mágicas. Parabenizo o talento (e o estilo).

Saudações,
mR.

Mai disse...

É, amigo, você inspira poesia.
E fica sempre o desejo por mais...
Acho que esta é a grande sacada do 'mil e um' - estamos em 95 e haja mais...
Abraços