sexta-feira, 8 de janeiro de 2010

88 - poema de súbita grandeza

corri léguas de almíscar
em couro e corpo
a instilar o êxtase
que a si fez fortaleza

a apalpar os grãos,
adornar equivalências

e realçar com ciência
a pureza que envolve
o teu sexo de sapoti

4 comentários:

nina rizzi disse...

a pureza de um sexo de sapoti...
um corpo, fortaleza de almíscar e êxtase...

a coisa tá boa aqui, hein.
sim, acho que, parecida com "aqui"... rsrsrs...

um cheiro de sapoti, meu caro.

Mai disse...

Tateando o teu poema dá prá sentir a superfície. É fruta que fica na boca, sabores da língua que você revela como ninguém os enlouquecedores cheiros.

Um abraço e um sorriso

Lara Amaral disse...

Para chegar ao êxtase, há de se passar por várias peregrinações.

Abraços.

Anônimo disse...

Tenho carregado comigo um segredo: nunca soube que palavras usar quando elas não são necessárias, mas, paradoxalmente, se fazem imprescindíveis serem ditas.
Que frase poderia doar a um poeta, no dia de seu aniversário, para expressar o mais profundo respeito, admiração e fraterna amizade?
Tenho carregado comigo um segredo.

Abraço, Poeta.