segunda-feira, 4 de janeiro de 2010

84 - Outro fado de promessa

De cá deste espaço oiço
Ainda ressoar o estertor
Nuvem posta a mendigar
Luz e pasto da tua senda

Daqui recolho a oferenda
Florescer doce o encanto
Despertar de mar e vento
Aurora e bem-vinda unção

6 comentários:

nina rizzi disse...

adoro fados, Assis.
e meu pai dizia: promessa é dívida; jamais seja caloteiro: são da pior espécie. é isso aí.

bem: mar, vento, aurora, mendigar... putz, meu corpoema.

um cheiro. vc quer o poema impublicável em brasileirês? rs..

Mai disse...

Ao ler este 'fado' lembrei que a primeira vez que li teus poemas, pensei que eras português. Agora lembrei a última flor do Lácio de Bilac.
Abraça'migo, Assis

Primeira Pessoa disse...

Assis,
você escreve bonito.
O poema me transportou a um porto qualquer lá do outro lado, caravela, guitarra portuguesa, mulher de xale, vinho tinto, tristesse, noite no Chiado...
Ungido de palavras bonitas, abraço você.
R.

Gerana Damulakis disse...

A palavra escrita em português EURO ajuda a remeter o leitor para o lado de lá do Atlântico.
Está bonito, Assis.

J.F. de Souza disse...

Ora pois... Que isso me trouxe um conforto... =)

1[]!

Lavinia Andrill (andrilllasa@hotmail.com). disse...

Poeta, seus poemas, eu os leio assim: a primeira leitura desce como o primeiro gole de um bom vinho do Porto, amaciando as papilas gustativas; a segunda leitura como se fosse um doce beijo de um primeiro encontro: apenas reconhecimento do caminho a ser percorrido... Só a terceira leitura e' que me leva ao puro êxtase! E leva mesmo! Amo os seus poemas! Puro êxtase!