sexta-feira, 29 de janeiro de 2010

109 - Improviso XV

sem mais nada espero
as coisas acontecerem
estou úmido de estrelas
vazado de claridade e
escuto o ar que se eleva

as horas fingem itinerário
na flor que persiste
e serena faz arrulho
neste murmúrio antigo:

que a lira despossuída
evoca em fios trêmulos

9 comentários:

Mai disse...

Olhos de ver a mais doce humidade.
Eu 'in'...pro...viso teu improviso luminoso.
cheiro

nina rizzi disse...

Assis, as horas fingem itinerário, uma fuga para o ponto de fuga, mas, "nada quero/ nada espero/ em verdade/ estou morto ali". evocar em mim Bandeiras é o ápice, caríssimo.

cheirudo.

pensamentosvalemmaisqueouro disse...

LINDO IMPROVISO!! PARABÉNS PELO SEU BLOG!

Murilo Rafael disse...

Imagético: um poema luminoso.

Abraços,
mR.

Gerana Damulakis disse...

"as horas fingem itinerário": bom demais isso, bom mesmo.

Vanessa G. Vieira disse...

Que bom que você gostou!!! Poética também é um dos meus preferidos!!! Obrigada pela visita!

Jorge Pimenta disse...

Numa avenida sem começo e fim, como a net só, sabe sempre tão bem encontrar um atalho que nos faça parar e redefinir os passos seguintes. Assim é o seu blogue!
Obrigado pela visita, pela simpatia das palavras e, sobretudo, por nos oferecer estas papoilas encarnadas sobre o tapete verde em que tanto gostamos de esticar os braços e as pernas - a sua poesia!

Um abraço!

Jorge

Jorge

cynansaid disse...

Poesia que leva e enleva...noite de carnaval, mas cjom poesia e samba a tiracolo!

cynansaid disse...

Poesia que leva e enleva...noite de carnaval, mas cjom poesia e samba a tiracolo!