terça-feira, 3 de janeiro de 2012

817 - poema de mesura ao princípio de levitação

meu desejo está apaziguado
em tuas membranas, retinas
nas dunas que se inflamam
dentre os teus desconcertos

nada ousará em ressoar por ti
mais que as falésias e jiraus
nenhum intento será tamanho
nem a correnteza, nem o trago

meu desejo está apaziguado
como corcel que ganha asas
do chão retira as sementes e
se empluma em voo impávido

7 comentários:

Celso Mendes disse...

palavras com cheiro de Pégaso...

abraço!

Angélica Lins disse...

Assis querido, quanta saudade de vir aqui.
Minha retina cria asas ao ler-te, imagina então meu coração.

Beijos e um 2012 cheio de poesia e paz.

MIRZE disse...

Ave, ASSIS!

Que poema mais lindo! Dunas que se inflamam e um corcel alado!

Bárbaro!

Beijo

Mirze

Vais disse...

Ei, Assis,
fico na última
um querer sossegado
que não cabe
e como belo animal corre as alturas
e rompe a terra num broto
e destemido atravessa nuvens

beleza de início de ano

grande abraço

Cris de Souza disse...

desejo ler-te mais e mais e mais...

M.C.L.M disse...

Bonito, é voar contigo!!

bj.

Daniela Delias disse...

Uau...que vontade tenho de sair espalhando teus versos por aí rs...