sábado, 28 de janeiro de 2012

842 - vincent galgando estrelas sem orelha

a partir do poema Céu de Vincent de Dade Amorim

quando o céu espargia seus bemóis
entre as luzes que soçobram o orbe
vincent abraçava girassóis cortados

a lua se refletia na orelha que ouvia
vincent enumerava um chão de lírios
corria o tempo, sorria o rio do tempo

11 comentários:

Rejane Martins disse...

ramalhetes de estrelas filantes, remanescências de cometas alinhados em córrego, tênue murmulho de tempo em luzente poema, Assis.

Everson Russo disse...

Interessante abraços em girassóis...um belo sábado pra ti amigo...abraços.

Zélia Guardiano disse...

Assis, amigo, grande poeta!
Vincent abraçado aos seus girassóis...
Que dizer?
Vincent, Dade, Assis...
Maravilha!
Abraço bem forte

Luiza Maciel Nogueira disse...

vincent e sua orelha escutavam e exalavam girassóis, maravilhas, lírios...belezas. e que bom existir Dade e Assis para lembrar e versar essas imagens!

beijos

Ira Buscacio disse...

Depois de Vincent,todas as orelhas são girassóis que ouvem.
Assis querido, já 842! ... que desassossego me da.
Bj imenso

Sr.Borges disse...

de ignorar a dor esparzir na paleta do pintor
onade giram astros de ocre sobre massas de cobaltos
qual os croquis de opalescência tortuosa e turva
um semeador a soçobrar no papel dores de azeviche
por resvalo de distração um pigmento na orelha

Tania regina Contreiras disse...

Sem comentários, me deixa só SENTIR agora...

Beijos,

AC disse...

Ali, em pleno sorrir do tempo, uma só orelha fazia tanto sentido como muitas orelhas...

Abraço

Cris de Souza disse...

Repito: impecável!

dade amorim disse...

Delícia de poema, Assis. Obrigada pela lembrança.
Beijo beijo.

Ingrid disse...

perfeito!.
beijos perfumados Assis...