segunda-feira, 2 de janeiro de 2012

816 - antipoema para sertania alvoroçada de pífanos

a encruzilhada vazou-me de infortúnios
foi no retiro das águas que me fiz barro
ouvi dos pássaros os assovios fortuitos
assim ganhei uma plumagem de nuvens
mas ainda trago o sibilo do teu veneno
por isso me decomponho nas alvoradas
e armo laço na vereda do desassossego
quem sabe me salve o brilho do arrebol
do corte seco no silencio da foice insana

7 comentários:

Everson Russo disse...

Um voo ao infinito da alma...abraços de bom dia.

Anônimo disse...

como consegues dizer tanta coisa em tão poucas palavras, Assis?
por vezes penso se realmente existes: pessoa ou poeta?
muito feliz 2012.
M.

dade amorim disse...

O que os pássaros anunciam tem tudo a ver com o arrebol. Sim, quem sabe?

Beijo e um dia de luz, ainda que a chuva (ao menos aqui) não pare.

MIRZE disse...

Essa plumagem de nuvens deve ter caído como asas dos anjos de Rilke.

Cuidado com essa foice!

Beijo

Mirze

Eurico disse...

De um lirismo estonteante...


Abç fraterno

Luiza Maciel Nogueira disse...

esse arrebol é todo poesia :) ! beijos

Joelma B. disse...

Tua verve é inspiradora!!

Beijinho com admiração, poeta Assis!



novo blogue: http://transfiguracoes.blogspot.com/

Te espero!