terça-feira, 10 de janeiro de 2012

824 - canção de extravio para girassóis ensimesmados (prolegômenos)

eu te queria em súbita alegoria
na leve anunciação das asas
no murmúrio repentino de nuvem
no incessante fluir dos peixes
nesse ir e vir das mornas areias
eu te queria e nada mais quero

11 comentários:

Tania regina Contreiras disse...

Bom-dia, querido poeta! Acordei, te li, e amém!
Beijos,

MIRZE disse...

Maravilha!

Queria e nada mais quero.

Lindo este jogo verbal!

Beijo


Mirze

dani carrara disse...

tanto
que
nada

dade amorim disse...

Jogos de palavras sempre de muito efeito.
Beijo.

Lídia Borges disse...

"na leve anunciação das asas"

Um querer que é sonho e voo, ondas de ausência e graça.

Lindo!

Beijo meu

Sr.Borges disse...

"O verdadeiro sublime não pode estar contido em alguma forma sensível, mas diz respeito somente às Idéias da razão, as quais, embora nenhuma exibição lhes possa ser adequada, aliáis, precisamente por tal desproporção que se pode exibir sensivelmente, são evocadas e depertadas em nosso espírito", visto que nada externo agrade ou se componha (revele) belo...

Úrsula Avner disse...

Olá poeta, sempre versos de qualidade e beleza poética. Um abraço.

Daniela Delias disse...

"...o desejo é o que torna o irreal possível..."

Bj, bj!

Bípede Falante disse...

o querer que dispensa os quereres tem de ser atendido :)
beijoss

Jorge Pimenta disse...

os prolegómenos de qualquer ciência, sensação, ou mera palavra - todo o conhecimento nas sementes de girassol.
por instantes recordaste-me de hjelmslev e os seus prolegómenos :)
abraço!

Ingrid disse...

extraviados desejos..
beijos querido..