sexta-feira, 20 de janeiro de 2012

834 - variação mundana para o quam tristis et afflicta

eu te queria o vento a me adentrar
riso de rocha sólido
a defenestrar minhas retinas

eu apenas te queria água de pote
corpo cristalino
ao desdém de muitos guizos

eu só te queria pasto de nuvem
alma em letargia
corcel alado no céu de açoite

eu não te queria rimas óbvias
verso silente
cadafalso para a poesia

15 comentários:

Everson Russo disse...

Eu apenas te queria em serenidade de amor...abraços de bom final de semana.

Tania regina Contreiras disse...

Riso de rocha sólido...Este riso, este verso, hum..

Beijos, poeta!

Rejane Martins disse...

quase todos os quereres em estado efêmero, renovando sem cessar, sempiterna mudança infinitivamente pessoal - reverso território cujus animam gementem.

Joelma B. disse...

verso silente... cadafalso para a poesia...

Belíssimo, poeta Assis!

Beijinho de fã!

Daniela Delias disse...

...

(verso silente)

Bjos, amigo querido.

Celso Mendes disse...

quereres de poeta são assim...

muito belo.

abraço!

MIRZE disse...

Os ventos e as estrelas gregas respeitarão esses quereres!

Beijo

Mirze

Vais disse...

coisas do mundo de muito bem querer, só, apenas, mesmo que passe
ecoa a cantata

beijinho, Assis

dade amorim disse...

Longe de rimas óbvias e cadafalso para a poesia, um poema de nuvens e estrelas em plena beleza.

Beijo, Assis.

Jorge Pimenta disse...

cada desejo explode não pelo que nunca foi, mas pelo que tendo sido, queríamos que nunca fosse. nesta equação, até a árvore desentranha a sua flor.
abraço em eco!

Ira Buscacio disse...

Aqui, jamais rimas óbvias e sim, a explosão do poeta e da poesia.
Bjão

Eurico disse...

Deveras, insólita teu riso de rocha sólido,
como tudo o que é óbvio leva a poesia ao cadafalso,
temos aqui poesia viva e cristalina, água de pote, pasto de nuvem, corcel alado no céu... açoites.

Abç fraterno.

LauraAlberto disse...

prisioneiro das estrelas

Abraço
LauraAlberto

Andrea de Godoy Neto disse...

riso de rocha sólido e água de pote são perfeitos quereres...

e o verso silente, presença constante...

lindo, lindo!

beijo, Assis.

Cris de Souza disse...

que belo versejar!