quinta-feira, 8 de março de 2012

882 - poema de velas sem ventania



quem mais sabe de mim
é este silencio enviesado
que desaba dos teus olhos

inunda-me de geografias
a terra que nunca sacia
nada edifica mas germina

como o oásis no deserto
como o peixe na penedia
como chave sem serventia

10 comentários:

Everson Russo disse...

E quem enfim irá conhecer tão profundamente uma alma? abraços de bom dia pra ti amigo.

Curiosa disse...

bonito poema ... gosto de tua escrita, poeta ... abraço!

Daniela Delias disse...

Velas sem ventania...às vezes também me pergunto tantas coisas sobre o movimento e sua ausência...

Que bonito!

Bjos

dade amorim disse...

Imobilidade também é poesia.

Beijo beijo.

MIRZE disse...

esse poema será publicado no meu blog em breve.

O viés é o mais traiçoeiro em postura.

Beijo

Mirze

Sr.Borges disse...
Este comentário foi removido pelo autor.
Lucas Holanda disse...

Muito bonito!

Bípede Falante disse...

O silêncio é um grande tradutor.
Beijoss

Sr.Borges disse...

mesmo um São Jerônimo penitente
no rosto que ainda anseia reticente
jejum no peito ao olhar comovente

Jorge Pimenta disse...

acaso conhecer-se-á o vento se as velas deixaram de se agitar?...