terça-feira, 20 de março de 2012

894 - madrigal para olhos em vertigem e alumbramento


acordei ouvindo tua voz pela casa,
estavas tão neve em teu corpo nu
cumprindo esses rituais da manhã
que não me dei conta da claridade
e saí tateando meus loucos passos

o ar me penetrava de teus cheiros
eras uma imensidão de serenidade
imersa nos lilases de suma alegoria
eu me deixei na vertigem do agora
com as sílabas do desvanecimento

12 comentários:

Everson Russo disse...

Boas sensações dos aromas de amor...abraços.

Lídia Borges disse...

A manhã entontece.

É a luz, os sons, os cheiros e... sempre um poema. Este para muitas manhãs

"neve em t[S]eu corpo nu"

"...sílabas do desvanecimento"

Obrigada por tão envolventes imagens.

Beijo

Mirze Souza disse...

Um poema pleno de amor, esse puro sentimento!

Beijo

Mirze

Lara Amaral disse...

Imaginei uma pintura, o poeta a contemplá-la com todos os sentidos: dele, dela.

Beijo.

Joelma B. disse...

o deslumbramento está naquele que vê, não no que é visto... e isso não deve ser por acaso!

Beijinho com admiração, mestre Assis!

Luiza Maciel Nogueira disse...

"eras uma imensidão de serenidade
imersa nos lilases de suma alegoria
eu me deixei na vertigem do agora
com as sílabas do desvanecimento"

acho que estou sonhando com teus poemas

beijos

Tania regina Contreiras disse...

Te leio muitas vezes em vertigem...Tua vertigem me toma pelas palavras (ah, as palavras!) que evocam o poeta Assis...
AMOOO!
Beijos,

Daniela Delias disse...

Teus poemas chegam aqui sempre acompanhados de trilha sonora. Enquanto lia, lembrei daquele poema do Ferreira Gullar, "Cantiga para não morrer", que o Fagner musicou:

"Quando você for se embora,
moça branca como a neve,
me leve, me leve..."

Bjo!

dade amorim disse...

Ouvir e ver tantas vezes cumprem um desejo.
Beijo beijo.

Vais disse...

um delírio, um sonho, uma vertigem

tatear os loucos passos é uma imagem e tanto

beijo

Ribeiro Pedreira disse...

a paixão tem dessas coisas de antíteses poemaromáticas e calores caminhados...

Jorge Pimenta disse...

cada corpo é a imagem da sua própria sinestesia. como as flores que enfeitiçam os olhares...

abraço, assis!