quarta-feira, 21 de março de 2012

895 - Antipoema para os reveses da paixão


Alimento-me desse hálito que emanas
Desse hábito de se fazer arrebol
E desapegar as estrelas e os astros
E com eles atiçar as tempestades

Crivo a sílaba da eternidade no agora
Desengano-me das velas e oceanos
Estou ilhado neste deserto sem oásis
É tanta areia nos meus olhos e passos

9 comentários:

Everson Russo disse...

Alimento-me da tua alma de amor...abraços de bom dia.

dade amorim disse...

Uma delícia de poema!
Assis, se puder, passa lá no Palavrório.
Beijo e um bom dia.

Primeira Pessoa disse...

e um poeta traz na manga do casaco, um arrebol.

faltam 102 e tá me dando gastura.

Vais disse...

ah, Assis! o arrebol!

"Los Jaivas
Arrebol

...
Oye, y si la noche
con su ensueño en su nido
nos quisiera arrullar.

Por las sombras viaja la mente,
por rosadas sombras vuela tu amor
y me quedo aquí en mi ventana,
solitario junto a mi inspiración

Ya la luz del día no es más
que un arrebol que sobre el horizonte quedó. "

beijos

Sandra disse...

Fico presa nestas palavras que parecem ter tanto de mágico como de dor

Tania regina Contreiras disse...

Vermilhidão no poema, ao fundo, enquanto te leio crendo que te lerei para sempre: tomara!
Beijos,

Mirze Souza disse...

A eternidade será agora.

Beleza!

Beijo

Mirze

Daniela Delias disse...

Tudo tão!!!

Bjo

Jorge Pimenta disse...

agora, já, pronto. tudo o mais é o que dela sobre... a eternidade.

abraço!