sábado, 10 de março de 2012

884 - para quando bem-te-vi te vir em arrebol


em cada branco setembro
viaja teu passo de ausência
velas, cobertas e tormentas
anunciam a agreste revoada

dos olhos roubou mansidão
no peito esculpiu a saudade
do querer calou-se vontade
nas asas se fez anunciação

corre-me rio em uma lágrima
fonte etérea que jamais sacia
cacos de nuvem no horizonte
vento que me alisa a epifania

15 comentários:

Bípede Falante disse...

Assis, cacos de nuvens despecam das palavras e, dos cortes, constroem-se novos céus.
Lindo!
Beijosss
BF

Bípede Falante disse...

Assis, cacos de nuvens despecam das palavras e, dos cortes, constroem-se novos céus.
Lindo!
Beijosss
BF

Ira Buscacio disse...

Setembrando o vento!
Bj grande, Assis querido

Everson Russo disse...

Interessante o caco de nuvens no horizonte,,,encaixou perfeito sentimento...abraços.

Lídia Borges disse...

Luminoso!...


Beijo meu

MIRZE disse...

Teus poemas são a própria recvoada.

Magnpifico!

Beijo

Mirze

Daniela Delias disse...

Enquanto lia lembrava do Jardim da Fantasia que tu mandou pra gente por esses dias. "Bem-te-vi, bem-te-vi andar por um jardim em flor..."

Tem tanta coisa bonita que nasce nas ausências...bela revoada de versos por aqui!

Bjo meu

Samara Bassi disse...

Venho deixar um abraço imenso e retribuir o carinho, seja por tantos anos, ou por alguns dias. Mas principalmente, pela troca e bonitezas que surgem e dos amigos que conquistamos e que no fundo, no fundo, não são tão virtuais assim...

Tem um presente pra você aqui: http://samarabassi.blogspot.com/2012/03/vasto-coracao.html

Espero que se sinta num abraço e que goste.
Deixo o meu carinho,
Sam.

Tania regina Contreiras disse...

"vento que me alisa a epifania"? Adorei...E aqui pensando que não estamos nada longe dos mil e um...hummmm...estica isso aí! rs
Beijos,

Vais disse...

muito, muito bonitos
o canto que alegra e as cores do arrebol
o poeminha que ramifica em florações
o poema navegante de brisa que germina

beijo, Assis

Jorge Pimenta disse...

a memória e os seus tons alvos: os da cor e os do movimento da flecha. onde guardar os olhos nesta expressão dual?

abraço, assis!

dade amorim disse...

A ausência às vezes produz belezas assim.

Beijo, Assis.

Lara Amaral disse...

Parece cantiga de roda. Tem um ritmo, um corte perfeito!

Beijo.

Andrea de Godoy Neto disse...

nas asas se fez anunciação...

há ausências que nos preenchem, né?

poema mais lindo!!

beijo

Rejane Martins disse...

eu nunca mais deixei de ouvir os bem-te-vis