segunda-feira, 5 de abril de 2010

175 - Mais uma balada de tanto porvir

Tentei inventos com a reminiscência
Daqueles dias que caminhei sem direção
Das intempéries que meus olhos calaram
Nada restou além dessa mancha que sangra
E que desatinado tento inutilmente sufocar

6 comentários:

nina rizzi disse...

eu assisti aquele filme há muito tempo, uns dez anos, acho, com meu pai. sempre assistia filmes com ele, uma das únicas boas lembranças de infância... aí, fiquei a madrugada toda tentando assistir. não consegui; eu já tentei me matar. essa não é uma boa reminiscência. os caminos sem direção talvez, que estão à minha frente.

bem, esquece isso de estação, estamos abaixo do equador, no nordeste, aqui é verão o ano todo, né não?

cheiro, menino.

Zélia Guardiano disse...

Não tente sufocar... Deixe sangrar, até que a nódoa se desfaça. Aí, então, você terá o suporte intacto e sobre ele poderá criar.
Lindíssimos os seus versos. Não me canso de fazer a leitura deles!
Um abraço, amigo

Lara Amaral disse...

Seus inventos, ao menos, saíram aqui, para brilhar ao nosso olhar.

Beijo.

Lou Vilela disse...

A partir de reminiscências ou não, você, poeta, (in)venta. Lembrei-me de um poema que escrevi para os pequeninos. Permita-me transcrever um fragmento:

há dias em que até as pedras
cantam poemas: a natureza
explode em exuberância!

e o poeta (in)venta
: faz da pena um moinho.

(Lou Vilela in Ritmos e Rimas)

Ah! Parabéns pela bela estréia n'O Gato da Odete!

Beijos

Sylvia Araujo disse...

Tem dias que é preciso sangrar - pra tirar o amargo do fundo do peito e voltar a brilhar (às vezes é imprescindível escorrer). Que assim seja.

Beijo, Assis!

Mai disse...

Há dias assim em que viver é pelejar em teimosia.
bjo